Há um pensamento
que se perpetua até os dias de hoje, no qual as pessoas com deficiência não são
capazes de aprender, de se desenvolver, de ter independência, de trabalhar,
levar uma vida comum como todas as outras pessoas. Esse modelo de pensamento
vem perdendo força a partir dos movimentos em prol de uma igualdade de
direitos.
Esses modelos
estáticos preconcebidos não se adaptam a todas as realidades. Para cada situação
um "modelo". E quando nos referimos a pessoas, isso deve ser mais pensado ainda.
Cada ser é único, tem particularidades e necessidades que lhes são singulares.
Respeitar essa questão é algo imprescindível e sensato. Ao abordamos sobre as
pessoas com deficiência geralmente tratamos como se fossem seres
extraterrestres, como se fossem muito diferentes de nós, fossem uma espécie
diferente. Erro terrível, cruel. Não é porque se tem uma deficiência que somos tão
diferentes, somos diferentes porque é natural. Ninguém é igual a ninguém, todos
somos conscientes disso. A deficiência nada mais é que uma condição especial
que requer mais atenção, mais sensibilidade, mais conhecimento para podermos
tentar desvendar esse tão obscuro universo que é o ser humano. Como diz Ítalo
Calvino só resta “apagar da mente os
modelos e os modelos dos modelos”. O AEE vem nessa perspectiva, tentar mudar essa realidade distorcida e que tanto exclui as pessoas com deficiência das escolas e da sociedade como um todo e "proíbe" que elas desenvolvam e externem suas capacidades intelectuais.
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