domingo, 13 de julho de 2014

Uma reflexão sobre o texto “O modelo dos modelos” do autor Italo Calvino. Que relação podemos fazer entre as ideias do autor e o AEE?

Há um pensamento que se perpetua até os dias de hoje, no qual as pessoas com deficiência não são capazes de aprender, de se desenvolver, de ter independência, de trabalhar, levar uma vida comum como todas as outras pessoas. Esse modelo de pensamento vem perdendo força a partir dos movimentos em prol de uma igualdade de direitos.
Esses modelos estáticos preconcebidos não se adaptam a todas as realidades. Para cada situação um "modelo". E quando nos referimos a pessoas, isso deve ser mais pensado ainda. Cada ser é único, tem particularidades e necessidades que lhes são singulares. Respeitar essa questão é algo imprescindível e sensato. Ao abordamos sobre as pessoas com deficiência geralmente tratamos como se fossem seres extraterrestres, como se fossem muito diferentes de nós, fossem uma espécie diferente. Erro terrível, cruel. Não é porque se tem uma deficiência que somos tão diferentes, somos diferentes porque é natural. Ninguém é igual a ninguém, todos somos conscientes disso. A deficiência nada mais é que uma condição especial que requer mais atenção, mais sensibilidade, mais conhecimento para podermos tentar desvendar esse tão obscuro universo que é o ser humano. Como diz Ítalo Calvino só resta “apagar da mente os  modelos e os modelos dos modelos”. O AEE vem nessa perspectiva, tentar mudar essa realidade distorcida e que tanto exclui as pessoas com deficiência das escolas e da sociedade como um todo e "proíbe" que elas desenvolvam e externem  suas capacidades intelectuais.

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